Como foi...

O lançamento do livro da Manu correu muito bem e, como sempre, ela esteve fantástica!
Aliás, estiveram todas!!
É sempre bom quando nos encontramos, parece que nos conhecemos há muito. Talvez porque, como alguém costuma dizer, falamos todas a mesma linguagem...
Este livro, Pacto de Silêncio, traz uma mensagem importante, uma mensagem que pretende quebrar os muros e chegar a muita gente. Penso que já o estamos a fazer e bem!

Há tempos li, já não sei onde, o seguinte: Em se tratando do aborto como causa de perda de um filho, ele é considerado como um não evento, pois não aconteceu o nascimento e nem houve a morte convencional. A mulher em situação de aborto vivencia o "luto não autorizado" que se refere às perdas "que não podem ser abertamente apresentadas, socialmente validadas ou publicamente pranteadas".
É esta mentalidade que é importante mudar.
Como a Manu diz no seu livro, a desvalorização do ocorrido pode implicar maior sofrimento do que a própria realidade da morte, porque nos preenche a sensação de que ninguém dá o respectivo valor ao que se perdeu. (...) É esta visão titânica que fustiga a alma de uma mãe, cujo filho falece e não pode cingir nos seus baços; não consegue segredar-lhe ao ouvido um amor maior que ela; não chega a dar-lhe um ultimo beijo na face e não possui uma cova onde o possa ir rever...

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