23 de Agosto


Se tivesse sido como a mana, a mãe agora já te tinha no colo.
Talvez fosses como ela, um bebé pequenino e rosadinho, carequinha de olhos azuis; Agora são verdes os olhos da mana, daqueles que vão mudando conforme a luz e a roupa, mas sempre lindos.
Ontem zanguei-me com ela, às vezes tem que ser o que não significa que o amor seja menor, acabou por ir de castigo para o quarto e adormeceu zangada comigo. Hoje fui acorda-la com um beijinho, é que isto de nos zangarmos também nos dói muito, disse-me que não queria, que não gostava de mim, e eu respondi-lhe o de sempre: mas eu gosto de ti, sempre! Não disse nada mas foi-se encostando a mim...
Tem um feitiozinho a tua mana mas é um docinho. Agora está ali aos mergulhos com o pai, toda contente.
Era suposto não virmos para a praia este ano, pois amanhã era o teu dia. O médico foi logo avisando, que se quiséssemos fazer praia tinha que ser em Maio. Afinal foi tudo diferente, acabámos por vir para aqui, onde já não vínhamos há dois anos, e tu já não estás cá...
Agora estou preocupada, há coisas que me estão a acontecer que não costumam ser assim, coisas de mulheres, daquelas que por vezes nos pregam partidas e surpreendem, mas confio que tudo irá bem.

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