quinta-feira, 7 de julho de 2011

Falando em adolescentes e em naturais preocupações de mãe...

Há uns anos Rui Zink escreveu um texto sobre as mulheres onde diz que elas "são óptimas mães até que os filhos fazem dez anos, depois perdem o norte". É verdade. Perdem o norte, o pé, as estribeiras, a razão, a segurança e o bom-senso. Deixam de ser óptimas mães e passam à categoria de boas mães. E porquê? Porque até aos dez anos é aconselhável que as mães se metam na vida dos seus filhos. É salutar que lhes condicionem as vontades, os gostos, as amizades e tudo o que conseguirem. Sem cerimónia e sem o mínimo respeito pela privacidade. Até aos dez anos dos filhos ser mãe é ser assim - coscuvilheira, metediça, manipuladora, alcoviteira e pouco mais. Ora, faz parte da natureza de qualquer mulher delirar com esse maravilhoso conceito que é a "vida dos outros" - que é melhor ainda se for a vida dos nossos filhos. Por isso, para se ser óptima mãe nos primeiros dez anos, basta seguir os instintos e dar uma alimentação saudável.
Até que um dia os meninos querem ter a vida deles. O dia em que eles fecham a porta da casa-de-banho, exigem o mínimo de respeito e até escolher a roupa que vestem é o fim. No dia em que eles reclamam "privacidade" termina o nosso reinado e inicia uma nova era e um novo regime que contraria a nossa natureza feminina.
A partir daqui resta-nos viver na escuridão, na ignorância. Sermos mães à deriva, sem norte e sem saber ao pormenor o que se passa na vida dos nossos filhos, em cada gaveta, em cada segundo. Resta-nos confiar. Imaginem, confiar sem ver. Nós, mulheres e mães. Era o que mais faltava!

1 comentário:

Vaca na Lua disse...

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