Valerá a pena?

Passou Abril sem qualquer registo aqui no blog...
Porquê?
Simplesmente porque não me apeteceu, não houve vontade.
Não sei até que ponto se justifica a permanência deste espaço, que cumpriu a sua missão numa altura difícil da minha (nossas) vida(s) mas que, num momento que não consigo precisar, deixou de fazer sentido.
Os registos foram rareando, consistindo a maioria numa vontade um pouco desesperada de o manter, simplesmente porque, de certa forma, me custa deixa-lo...

Neste espaço de tempo houve muitas coisas boas mas também houve outras muito más, de tal forma que não consegui deixar o registo delas por aqui, ficando apenas pequenas pinceladas, que só muito palidamente conseguem transmitir o turbilhão que avassalou a minha vida.

Há perdas e perdas. Todas elas são difíceis (pois se são perdas...) e todas elas são diferentes, até na forma como as vivemos e as expressamos.
Em tempos tive necessidade de deixar aqui o registo das minhas e depois o reerguer, a luta que fui (fomos) travando na procura de um sonho que hoje podemos abraçar. Mas agora não! Agora tenho que viver esta perda em silêncio, simplesmente porque ainda não consigo falar dela como uma realidade, porque, cá bem no fundo, continuo a nega-la, a não a aceitar, porque ainda não te consigo largar a mão (estás a ver o que arranjaste? tanto querias que te desse a mão que agora não te consigo deixar ir...).

Voltando a Abril...

Querida Matilde, minha querida filha lá na nuvem "M", não, a mãe não se esqueceu do(s) teu(s) dias, e tu sabes bem que não. Este ano não disse aqui como sinto a tua falta, como te tento imaginar, como te gosto tanto, sem limites, porque não é preciso, porque cá dentro sei que é assim, porque aí tu também o sabes.
Amo-te filha, assim, sem limites...
São já 7 anos, tantos como aqueles que o blog, em dia histórico, pois não podia ser de outra maneira, também cumpriu e que, desta vez, aqui não foi lembrado.

Por tudo isto me pergunto se vale a pena continuar...

Comentários

Magda E. disse…
Se escreves mais para ti do que para os outros, mesmo que seja uma vez por ano, vale a pena manter este espaço. pelo menos é o que penso. um abraço*
Li disse…
Um beijinho cheio de conforto e carinho! Li
Ana Dias disse…
Olá.
Não sei como cheguei aqui, mas cheguei... Infelizmente, não pelos melhores motivos.
Li a sua história, li e revi-me nela...mais uma vez, infelizmente.
Espero que tenha força para continuar, espero que escreva porque ninguém faz ideia de quantas mães estão a passar pelo mesmo (eu não tinha), e por segundos (egoísmo talvez, ou uma necessidade doentia de ser entendia) gostei de ter alguém a escrever sobre o que também assombra a minha vida.

E hoje apenas quero enviar um pouco de conforto, pela sua Matilde.

Com carinho,
Ana Dias